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FIDC e empresas de factoring: qual a diferença?


18/06/2018 | 0 Comentários | por Decisão

Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) e empresas de factoring costumam ser negociações que se assemelham, porque ambas trabalham com títulos creditórios e antecipação de valores.

A atuação de cada um, no entanto, varia - tanto em títulos, tipo de negociação, impostos recolhidos e finalidade. Com semelhanças e ressalvas, os trabalhos de FIDC e empresas de factoring podem ser associados. Confira a seguir as principais características de cada um.

O que é FIDC?

Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) são um tipo de investimento indicado para quem busca uma remuneração diferenciada e não a liquidez.

A principal característica desse fundo é que, obrigatoriamente, mais da metade do patrimônio líquido corresponde à compra de títulos creditórios de pessoas jurídicas, que são revendidos a investidores qualificados. O restante da carteira é destinado a títulos de renda fixa.

Seus investidores são mais qualificados, o que exige uma análise mais criteriosa dos participantes, tanto no volume do patrimônio de pessoas jurídicas quanto de aplicações financeiras de pessoas físicas. O valor mínimo para poder ser cotista nesse tipo de fundo é de pelo menos R$ 25 mil.

Os fundos podem ser abertos ou fechados. No aberto, o investidor pode fazer diversas aplicações e resgatar os recursos quando quiser. Já no fechado, só pode ser feita uma aplicação e o resgate ocorre apenas na liquidação do fundo, no prazo do título.

A carga tributária é outro ponto que mais gera diferença entre FIDC e empresas de factoring. O FIDC é isento de imposto de renda, IOF, CSLL, PIS e Cofins quando recebe o pagamento do crédito. Entretanto, para os cotistas, há pagamento de imposto de renda na fonte, que reduz proporcionalmente à extensão do prazo do título. O FIDC também viabiliza a atividade de funding, que é o financiamento de negócios com participação na operação.

O que são empresas de factoring?

A atividade factoring corresponde à compra de contas a receber no curto ou médio prazo para permitir que empresas possam realizar investimentos ou recuperar o capital de giro. A factoring adianta o valor a ser recebido através do pagamento de um fator.

Já a carga tributária contém: Contribuição Social, Imposto de Renda, Cofins, PIS e IOF. Aquelas que oferecem serviços operacionais, como assessoria, análise, cadastro, administração de contas e gerenciamento de informação, estão sujeitas ao Imposto Sobre Serviços (ISS).

Diferenças entre FIDC e empresas de factoring

A negociação de títulos de FIDC e empresas de factoring é diferente. No caso, uma factoring pode comprar apenas duplicatas, notas promissórias e cheques pré-datados.

Já um FIDC pode adquirir debêntures, cédulas de crédito bancário, cartão de crédito, contratos de aluguel, duplicatas, cheques pré-datados, contratos mercantis e demais recebíveis comerciais, industriais e de serviços, entre outros.

Além disso, enquanto um FIDC pode comprar e vender títulos, uma empresa de factoring pode apenas adquiri-los.

Por outro lado, além de possuir uma natureza de prazo mais curto, as factorings possuem um processo de aquisição  mais ágil e rápido. Mesmo com toda a análise de risco, a avaliação de crédito é menos burocrática, o pagamento pode ser à vista e o relacionamento com os clientes é mais próximo.

Como FIDC e empresas de factoring podem atuar juntas?

Com a capacidade de assumir riscos maiores de um lado e o atendimento personalizado de outro, FIDC e empresas de factoring ainda permitem a união de serviços. Uma factoring pode atuar como prestadora de serviços a um FIDC, permitindo o aumento da remuneração e contribuindo para o fomento mercantil e demais setores.

No caso do FIDC, a quitação dos títulos é feita por intermédio de uma instituição financeira, que repassa o valor ao fundo e então paga os investidores que anteciparam esse recebível. Uma das garantias para esse tipo de negociação é a divisão entre cotas subordinadas e seniores.

Quem vende os títulos ao fundo adquire cotas subordinadas, enquanto os investidores se tornam cotistas seniores. Estes terão a prioridade no recebimento dos valores e, caso algo dê errado, o valor que seria destinado aos subordinados é usado para pagar os seniores.

Já para as empresas de factoring, a principal garantia para este tipo de operação é a contínua análise de riscos, antes e depois da compra de títulos e o trabalho direto com os devedores contra a inadimplência.

Esperamos que você tenha entendido as principais semelhanças e diferenças entre FIDC e empresas de factoring? Mas não pare por aí! Para saber mais sobre o assunto, conheça também tudo sobre a importância econômica das empresas de factoring para o mercado atual. Até a próxima!

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